domingo, 12 de dezembro de 2010

Ao Gigante Adamastor


Não luto contra o tempo
Prefiro o momento
Não uso de argumento
Pra justificar a felicidade
Eu a crio, a busco, a presenteio

Não comparo, não invado
Não insulto, não desfaço
Não uso as ruínas alheias para elevar meus sentimentos
E a cada castelo de areia erigido, mesmo que efêmero
É para sempre meu, inclassificável, portento

E se o mar vence meus sonhos e minhas esperanças
com tempestades de ignorância
vou naufragar em outras praias
sem esquecer dos momentos vividos
com Vênus

3 comentários:

Ná, Naty, Natália... disse...

Uiuiui ! toda vez que volta, volta com tudo ! beijos

Marisa Oliveira disse...

Vou naufragar em outras praias
sem esquecer dos momentos vividos
com Marte.

Adorei.

I'm Nina, Marie, etc... disse...

Ele está sempre com tudo, Naty.
Acerta a gente na boca do estômago, dentro do peito, por dentro das pálpebras. E assim é o José.
Inclassificável.