quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Lupino

Fiz da minha caça, troféu e templo
E de senhor passei a servo
Guardei as armas e marquei território
Mas uma vez que a besta nos mostra os dentes
Não há como ser diferente

Parti, queimando tudo que ficara para trás
E ao me condenar a liberdade
Longe de quem nunca quis me afastar, mas que sempre esteve
prestes a ser retalhada pela alcatéia alvoroçada

Acabei por vê-la finalmente
Sendo despedaçada por velhos coiotes
E tal visão fez o lobo em mim
Ganhar uma nova chance

Não me sinto feliz, nem bem
Mas vivo, pronto para a caçada
E a idéia me saliva a boca
Mesmo que talvez o coração não sinta mais nada

2 comentários:

Ná, Naty, Natália... disse...

...raiva? ou sangria? o que É agora José? rs post incrivel

E agora José? disse...

Apenas uma resposta a um antigo conto, "Ninon", escrito por alguém muito querida.