sábado, 2 de fevereiro de 2008

Poemeto para um dia de chuva


O PASSÁRO

Passarinho assustado, se aninha no meu peito
Não é armadilha, não é gaiola, é só o meu jeito
Deixa, esquece o barulho feio do trovão

Vem, repousa no refúgio, faz de mim o seu abrigo
Descansa a cabeça, alivia o peso, confia em seu amigo
E esquece a tormenta que atormenta o seu coração

Fica perto, pra eu te contar as histórias do meu avô
Pra eu te ninar, entre os meus pêlos
Para eu te carregar em minhas mãos

Vem sonhar sonhos verdes
Quando tudo é escuridão

7 comentários:

Lucas disse...

parece estar bem inspirado o sr. com uma melancolia quase serena, onde os erros e acertos do passado refletem na mente e tem mostram no espelho será uma nova fase??

I'm Nina, Marie, Genevieve, Juliette... disse...

Thor esteve furioso noite passada...
Mas os outros deuses foram piedosos... e o dia amanheceu azul...
E parece que Iduna andou inspirando alguém...
Muito bonito, lindo mesmo...
E você ainda diz que eu sei fazer poesia. Lendo você, sinto-me uma mera aprendiz.

E Agora José? disse...

Uma nova fase com certeza. Algo está mexendo comigo meu caro amigo, e sempre serei um eterno aprendiz.

Felipoe disse...

Nossa, esse poema me fez me sentir tão confortável e descansado... e coincidência ou não, vejo da janela neste exato momento os clarões de alguma tempestade que se contorce no oceano.
É de uma melancolia que apenas se sente, sem tirar a esperança do leitor. Gostei muito.

E Agora José? disse...

O gato que convida o passarinho para descansar. Obrigado Felipoe, também estou olhando o mundo com menos pessimismo ultimamente.

Andréa Ferraz disse...

Fiquei uns dias sem passar por aqui e qdo retorno o que vejo??
Muito bom, gostei mto mesmo...

erika Karina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.