segunda-feira, 3 de março de 2008

Manhã-Crônica: ASAS


“_Minhas asas? Há, elas são frágeis e fáceis de quebrar, inúteis. Se eu dependesse delas para voar, jamais conseguiria ir mais longe que as serpentes. Ainda bem que minha alma é leve, cavalga o vento, beija a brisa, e não há limites para onde ela possa ir, ela sempre segue a felicidade. E, mesmo assim, para todo anjo caído meu amigo, restam-lhes as pernas. Os homens, os mortais, são tudo o que eles possuem, e eles desafiaram com elas, os portões da casa de Deus, marchando sob a chuva, foram mais longe que qualquer um poderia imaginar. E Ele viu que isso era bom, (no fundo, depois de algum tempo, todo deus quer se aposentar) basta que nós vejamos isso também. Nas noites, penso em você, acordado ou sonhando. E acordo com o despertador da saudade.”

3 comentários:

E agora José? disse...

Isso que dá ler o Ricardo, nessa manhã, acordei inspirado.

I'm Nina, Marie, Genevieve, Juliette... disse...

Isso é bonito demais...
Devo agradecer ao Ricardo por te inspirar assim...

E a imagem é do filme "Asas do Desejo", de Wim Wenders, um dos meus filmes favoritos.
Você acertou em cheio.
Sou toda sorrisos...

Lucas disse...

bem posso dizer que anjos são muito inspiradores tanto os reais quanto os extraodinários muito bom zé, vejo que anda muito inspirado para escrever textos abstratos, até mais